Fazenda Resgate | |
|---|---|
| Tipo | edifício, fazenda |
| Inauguração | 1820(206anos) |
| Geografia | |
| Coordenadas | 22° 37'59.268"S 44° 15'46.296"O |
| Localização | Bananal - Brasil |
| Patrimônio | bem tombado pelo IPHAN, bem tombado pelo CONDEPHAAT |
A Fazenda Resgate é uma antiga fazenda de Café do século XIX, que fica no município de Bananal, estado de São Paulo. Faz parte do chamado Vale do Paraíba Paulista. É tombada como Patrimônio Histórico, pelo CONDEPHAAT.[1]
Economia do café
[editar | editar código]O ciclo do café foi um período da história econômica do Brasil, iniciado em meados do século XIX e findado em 1930, no qual o café foi o principal produto da economia brasileira. A produção de café se desenvolveu rapidamente ao longo do século XIX, de modo que na década de 1850 já era responsável por quase metade das exportações brasileiras. A região centro-sul foi escolhida para o plantio por oferecer as condições climáticas mais apropriadas e por ter solo mais adequado, conforme as necessidades do cafeeiro. A primeira grande região cultivada foi o Vale do Rio Paraíba (entre São Paulo e Rio de Janeiro).[2]
Tendo começado a ser cultivado em 1825, o vale reunia, em meados do século XIX a "maior parcela da riqueza brasileira". As plantações seguiam o padrão das grandes plantations estadunidenses — vastas propriedades monoculturais que usavam trabalho escravo. Subindo o Rio Paraíba, os cafezais atingiam São Paulo e a região fronteiriça de Minas Gerais.[2][3]
Em 1887, Bananal era o segundo maior município escravista, com 4.182 habitantes. Sendo menor apenas que Campinas, que possuía 9.986 habitantes. Ocupava também a segunda posição em termos de valor dos escravizados que ali viviam: 2.604 contos de réis (em Campinas eram 6.851 contos de réis). Podendo Bananal ser considerado como um dos municípios "da maior importância cafeeira".[4]
No período de acelerado crescimento da cultura cafeeira na região do Vale do Paraíba, mais especificamente entre 1836 e 1837, a então vila de Bananal produziu 64.822 arrobas de café (quase 1 tonelada); 11% do total da produção da Província de São Paulo. Em Bananal, estavam estabelecidas 82 fazendas com 8 engenhos de açúcar e 12 destilarias de aguardente. Cada uma delas teve seu local de implantação cuidadosamente analisado:[5]
A escolha do sítio; a forma do assentamento; o condidonamento à presença da água para o aproveitamento da energia hidráulica; a adequação das edificações destinadas ao beneficiamento, armazenamento, habitação e atividades subsidiárias [...].[5]
História
[editar | editar código]Em 1776, o local denominado “o Resgate”, na Província de São Paulo, quase divisa com a então Província do Rio de Janeiro, deu origem ao que anos mais tarde seria a Fazenda Resgate, no atual município de Bananal, no Vale do Paraíba paulista. Esse local pertencia à Fazenda Três Barras, cabeça de sesmaria do padre Antônio Fernandes da Cruz. Tornou-se uma fazenda em 1828, como dote de casamento de Alda Rumana de Oliveira com o coronel Inácio Gabriel Monteiro de Barros. Nessa época, a propriedade produzia toucinho, milho, feijão, farinha, café em pouca quantidade e possuía apenas 77 escravos.
Em 1833, a Fazenda Resgate (onde trabalhavam 80 pessoas escravizadas)[6] foi comprada pelo senhor José de Aguiar Toledo, comerciante açoriano (português, portanto) que chegou ao Brasil em meados do século XVIII (cerca de 1750). Toledo chega a Bananal no início do século XIX, trazendo consigo, de Minas Gerais, a solução arquitetônica implantada na fazenda e o pioneirismo no plantio do café em larga escala na região.[7][8] A Fazenda Resgate foi vendida
pelo preço e quantia de oitenta contos de reis, para cuja conta receberam à vista vinte contos de reis e assim mais outros vinte contos de reis, de que passaram recibo de mão à vinte e cinco de abril de mil oito centos e trinta e quatro, [...] assim como recebem ao fazer desta outros vinte contos de reis, a saber a quantia de doze contos trezentos e cinquenta e dois mil e oito centos reis em moeda corrente, e outros sete contos e quatrocentos e quarenta e sete mil e duzentos reis em uma ordem sacada sobre Antônio Tertuliano dos Santos, no Rio de Janeiro.[6]
Tertuliano era o comissário de Toledo e transferiu a quantia por meio de ordem de pagamento. Sabe-se que metade do valor negociado era referente às pessoas escravizadas que já trabalhavam no local.[6]
Em 1838, por ocasião do falecimento de José de Aguiar Toledo, seu complexo produtivo encabeçado pela Fazenda Resgate (com 137,5 mil pés de café e 134 escravos) é deixado como herança para seus oito filhos (Maria, Eufrazia, Ignacia, Maria, Antonio, Manoel, Aguida, Monica). Em pouco tempo, Manuel de Aguiar Valim, um dos oito irmãos, comprou dos irmãos suas partes da fazenda Resgate e estabelece moradia na propriedade.[7][8][9]
Em 1844, o Comendador Manuel de Aguiar Valim casou-se com Domiciana Maria de Almeida, filha do também comendador Luciano José de Almeida, dono da Fazenda Boa Vista. Luciano possuía uma das maiores fortunas nacionais.[10]
Após a aprovação da Lei Eusébio de Queirós (Lei nº 581, de 4 de setembro de 1850), que buscava acabar com a entrada de africanos no Brasil para serem escravizados, pelas terras do município de Bananal correu uma denúncia de desembarque ilegal e de envolvimento dos fazendeiros locais. O Ministro da Justiça, José Ildefonso de Souza Ramos, enviou agentes repressores para investigar o acontecimento e,[11]
no dia 16 de janeiro de 1853, 10 africanos boçais e um escravo ladino foram apreendidos em Bananal, em terras da Fazenda do Resgate, então pertencentes ao delegado de polícia Manoel de Aguiar Vallim – que seria demitido do seu cargo pelo chefe de polícia interino, o sr. Joaquim Fernandes da Fonseca, no início de fevereiro.[11]
Em poucos anos, Manuel de Aguiar Valim aumentou substancialmente sua fortuna e, em 1855, resolve fazer uma reforma na casa de vivenda da Resgate. Assim, o Senhor Brusce principia as obras no sobrado, adaptando-o ao estilo neoclássico, tão em voga em Paris. A partir de 1858, as paredes da casa sede e da capela foram decoradas pelo pintor José María Villaronga, famoso pintor espanhol da época[12].[13]
A sala de visitas, toda de branco, com frisos e ornatos dourados, tem o teto de muito bom gosto, e nos painéis das portas delicadas pinturas representando os pássaros mais bonitos e conhecidos do Brasil pousados nos ramos das árvores ou arbustos de sua predileção, de cujos troncos se vêem pender deliciosos e matizados frutos. A sala de jantar e a capela, que é um trabalho de muito preço, não merecem menos elogio.[13]
A fazenda continuava a crescer:
Conforme inventário desse escravista, essa última fazenda possuía 285.200 pés de café em uma área de aproximadamente 197 alqueires de matas virgens, capoeiras e cafezais.[11]
Em meados de 1850, no auge da produção cafeeira da província de São Paulo, a Resgate já contava com mais de 400 escravos. Desses, 49 eram destinados ao serviço direto do senhor, sendo: cinco caseiros, 13 cozinheiras, cinco pajens, sete costureiros, um alfaiate, duas amas, oito mucamas, um copeiro, um sapateiro, um barbeiro, duas lavadeiras, uma rendeira, um seleiro e um hortelão. Agora, o primeiro pavimento da casa de vivenda abrigava a senzala das mucamas e, à frente da casa, erguia-se um enorme complexo com 36 lanços de senzalas em quadra para os demais escravizados.[14][15]
Vallim mantinha a relação de escravos anotada em um livro.[14] A Fazenda Resgate encabeçava um complexo produtivo, em formato contíguo a ela, onde, nos anos 1870, trabalhavam cerca de 600 pessoas escravizadas.[16] No ano de 1878, um total de 238 estavam alocadas especificamente na Fazenda Resgate.[14][15]
Em 1878, ao falecer, o comendador Manuel de Aguiar Valim era uma das maiores fortunas do Brasil Imperial e maior produtor de café da província de São Paulo. Em seu inventário constavam as fazendas Resgate, Três Barras, Independência, Bocaina, além de diversos outros sítios. Somando todas as suas propriedades, tinha quase 400 escravos, além de um palacete de “dezesseis janelas”, casas e o Teatro Santa Cecília com seus acessórios, na cidade de Bananal. Valim era titular de uma fortuna correspondente a 1% de todo o papel moeda circulante no Brasil, composta por inúmeros títulos da dívida pública (inclusive dos Estados Unidos), bens em ouro, prata e brilhantes. A Fazenda Resgate tinha 194 alqueires com 304.000 pés de café.[17]
Contudo, o legado mais importante deixado pelo Comendador Manoel de Aguiar Vallim foi a sede da Fazenda Resgate, tombada como Patrimônio Histórico Nacional pelo IPHAN em 1969 e restaurada a partir de 1970, às custas de seus proprietários.[18]
Arquitetura
[editar | editar código]O acesso à Fazenda Resgate é realizado por caminho serpenteado por um renque de palmeiras.[15] E o muro em pedra ao redor da sede é do tipo canjiçado.[19]
A configuração espacial em quadros, tendo o casarão em posição de destaque, permitia uma fácil verificação das atividades no conjunto das edificações, [...] ampliada quando as atividades aconteciam em pátios fechados à frente do casarão. Assim, estavam em jogo, [...] tanto o controle da mão-de-obra escrava, subjugada pela possibilidade de castigos corporais e por uma legislação extremamente favorável ao fazendeiro, como o próprio controle do trabalho ali desenvolvido.[20]
O terreiro era uma superficie plana pintada de branco para absorver e concentrar o calor do sol, para agilizar ao máximo a secagem dos grãos. As edificações e todas as suas aberturas eram voltadas para esse enorme vazio central no conjunto arquitetônico. Nesse espaço inóspito, alguns poucos escravizados revolviam os grãos de café que "se estendem sobre um cimento de brancura ofuscante cuja claridade, sob um céu escaldante, é insuportável e obriga logo a gente a descansar a vista em algum trato de verdura." Até por isso o casarão ficava um pouco afastado do terreiro e era separado dele por um jardim.[21]
O casarão foi construído em meados do século XVIII, por volta de 1820,[22] com vinte cômodos e baseada no estilo senhorial português (com apenas um pavimento) e adaptada à solução mineira de produção de café da primeira metade do século XIX (já com dois pavimentos, porém sem nenhum requinte), ganhou fachada neoclássica com uma escada central em cantaria.[23] A residência senhorial está assentada em terreno com alguma declividade, embasada por muros de contenção e paredes de alvenaria de pedra e pau-a-pique. Sobre eles, paredes com estrutura em gaiola (esteios, baldrames e frechais), preenchida por vedação de adobe.[23][24]
Seu construtor, Mr. Bruce:
[...] trai sua origem, ao adotar para seu modelo a forma de sobradão. O Sobradão inspira-se nas casas senhoriais portuguesas do século XVIII. Tem por característica o porão alto, sob um prédio de um só andar – o pavimento nobre – com uma escada no centro da sua fachada, onde sobressai um pórtico com cobertura, fazendo as funções de varanda. De fato, a Resgate foi reformada e ampliada em 1855, adaptando-se o modelo neoclássico à casa de morar já existente desde princípios do século XIX. Isso se vê nos materiais empregados, pau-a-pique, próprio do princípio do século, e o tijolo de adobe, próprio dos meados do século.[25]
Contudo, apesar da fachada em estilo neoclássico, os fundos da casa estão pousados ao “rés do chão”, em uma planta em formato de “U” com três mansardas: duas laterais e uma voltada para o pátio interno, característico do partido mineiro. A reforma também abarca o pátio interno, que recebe nova feição.
A sala de jantar é colocada junto a ele para fins de arejamento e iluminação, como era costumeiro nas residências burguesas na França, idealizando uma nova disposição do espaço. Nas pinturas da sala de jantar foi utilizada a técnica trompe l'oeil, que 'brinca' com as perspectivas causando efeitos ópticos. Essa é uma mudança fundamental nos parâmetros de moradia do Brasil oitocentista. Dessa forma, a Fazenda Resgate transforma-se em um monumento/documento completamente preservado da história do Brasil[26][27][28].
Internamente, o casarão da fazenda tinha o espaço de recepção e área de convívio muito mais espaçosa do que o que era visto nas residências de séculos anteriores, em formato do que ficou conhecido como casa paulista e casa brasileira.[19] Nessas salas, aconteciam saraus, tertúlias recitatórias e as demais atividades de sociabilidade.[15] Essas edificações eram divididas em três zonas segundo o nível de acesso para pessoas externas: social (de acesso mais amplo); íntima (acesso limitado); e de serviços.[19][15] Os cômodos se organizavam na seguinte sequência: espaço de recepção, salas sociais, alcovas e quartos, varanda e sala de jantar, puxado de serviço.[15]
Inventário realizado em 1878 indica a distribuição da casa em "sala de entrada, sala de visitas, 1 º quarto, 2° quarto e 3° quarto; escritório, sala de jantar; 1º quarto na sala de jantar, 2° quarto na sala de jantar, 3° quarto, 4° quarto; sala de costura, 5° quarto, 6° quarto e cozinha". Sobre a mobília do casarão, os cômodos estão assim organizados:[15][17]
- Sala de visitas: piano, sofá, quatro cadeiras de braços, dezoito cadeiras simples, uma mesa e dois consolos; mais a "mobília de charão"/laca, mais sofá, duas cadeiras de braços, seis cadeiras simples, uma mesa de centro e dois consolos com tampos de mármore. As cadeiras simples provavelmente acomodavam a plateia dos dias de sarau;
- Sala de entrada: sofá, quatro cadeiras de braços, doze cadeiras simples;
- Quartos sociais (para hóspedes e visitantes): camas;
- Quartos íntimos (para quem pertence ou participa da vida familiar): camas, cômoda regular, lavatório com espelho, toucador grande com espelho, sofá de vinhático. Alguns desses são denominados como "sala de costura";
- Sala de jantar: mesa de jantar com dezoito cadeiras, consolo de mármore.
Eis a planta baixa do pavimento principal da edificação:[29]
Em 1838, a tulha da fazenda estava instalada em um sobrado de quatro lanços. Em 1878, as casas de ferraria, tropa e outros misteres tinham nove lanços.[15]
Decoração
[editar | editar código]A partir de 1858, o pintor espanhol José Maria Villaronga começa a pintar o segundo pavimento do casarão da Resgate. No átrio de entrada encontram-se retratados os produtos agrícolas da fazenda: em posição principal o café, circundando-o, a cana, o milho, o feijão e a mandioca.[carecede fontes?] A pintura mural de José Maria Vilaronga é um trompe I'oeil com temas alegóricos e motivos nativos de fauna e flora.[15]
Na sala de visitas, em estilo barroco, pássaros brasileiros e detalhes em madeira coberta com folhas de ouro. Na sala de jantar, três afrescos: em posição central, a riqueza do proprietário, ladeando essa pintura, mais dois afrescos que representam a colônia chinesa de Bananal. Em seu interior, existem também exemplares de azulejos chineses. [30][31]
A capela também destaca-se por seu pé-direito duplo e por suas pinturas e detalhes em madeira com folhas de ouro, como o arco sobre o altar e cravo que pertenceu a Marquesa de Santos. No mezanino, afrescos com várias representações de Nossa Senhora. No primeiro pavimento, além do altar em estilo barroco e das diversas pinturas, um grande afresco retratando o batismo de Jesus é peça central desse espaço.[7][31][15]
Parcialmente sobreposta à nave, a sala de visitas se abre para a capela, à feição de coro e tribunas, arrematadas por um arco-cruzeiro. Se de um lado esse engenhoso expediente atende aos imperativos de segregação social confere, de outro, um sentido verdadeiramente monumental à capela.[15]
Restauração
[editar | editar código]Em 1850, foi realizada a primeira reforma.[22] Atualmente com 14 quartos, 12 banheiros e 9 salas,[11] a Fazenda Resgate foi adquirida pelo antiquário Carlos Eduardo Kramer Machado em 1970, que inicia um processo de restauração, recuperando as estruturas de madeira, os pisos e os grandes painéis pintados nos salões principais por José Maria Villaronga. Nos anos de 1980, já com novo proprietário, este dá continuidade à manutenção permanente, conservando o telhado, todo feito com telhas originais da época, a parte elétrica e hidráulica, além das peças de madeira de lei que foram utilizadas nas portas, nos armários e nos painéis.[28]
As paredes e afrescos da Sala de Visitas e da Capela também foram recuperadas, refazendo os adornos em ouro.
A fazenda Resgate representa um dos melhores exemplos de conservação patrimonial no país. Nesta propriedade, de uso e função privada, seu proprietário mantém uma constate profissional de restauro em seu interior. Embora, utilizada pela família do proprietário, parte da residência é aberta à visitação.[11]
Escravizados
[editar | editar código]Dentre as muitas atividades exercidas pelos escravizados em uma fazenda de café estão aquelas realizadas nas tendas de ferreiros, nas chamadas "casas de carapinas", em engenhos de serrar e na olaria. "O conjunto de ofícios desenvolvidos numa fazenda de café pode ser melhor estimado não a partir dos edificios, mas por intermédio das amostragens da escravaria que, em alguns casos, os discrimina pelo ofício".[15]
Dentre as pessoas escravizadas mencionadas no Inventário de 1838, estavam:[9]
Valiam 400$000:
- Antonio Poba
- Luiz Mina
- Joze Zuza
- João Barbeiro
- Ticula
- Joze Congo
- Tomás Tropeiro
- Matias Capita
- Joze Viola
- Marcos Bahiano
- Francisco Goma
- Joaquim Peão
- João Mongo
- Carlos Maiala
- Joaquim Bomba
- Tomas Gafieira
- Manoel Cambira
- Lourenço Monjolo
- Manioel Cassange
- Joaquim Sigano
Valiam 300$000:
- Albino Dialiga
- João
Valiam 250$000:
- Vicente Panzo
- Antonio Angelo
Valiam 200$000:
- Luiz Carapina
- Manoel Pança
- Anna Muenga
- Paulo Cabinda
- João Maçaroca
Valiam 100$000:
- Paulo Mulato
- Joaquim Cabinda
Valiam 80$000:
- Coima
- Antonio Mina
Em inventário da Fazenda Resgate do ano de 1878, foram listados os seguintes escravizados:[15]
- Henrique, 58 anos (carreiro)
- Jacintho, 51 anos (carpinteiro)
- Julio, 42 anos (serrador)
- Sebastião, 51 anos (ferreiro)
- João Franco, 51 anos (pedreiro)
- Euzébio, 46 anos (falquejador)
- Satyro, de 34 anos (bolleiro)
- Theodoro, 34 anos (sapateiro)
- Clemente, idade não registrada (tanoeiro)
Ver também
[editar | editar código]Leituras adicionais
[editar | editar código]- CASTRO, Hebe Maria Mattos; SCHNOOR, Eduardo. "Resgate: uma janela para o oitocentos". Rio de Janeiro, TOPBOOKS, 1995.
Referências
- ↑ «/ Gov.Est.S.Paulo – Bens Tombados em Bananal – Faz.Resgate». Consultado em 9 de novembro de 2012. Arquivado do original em 4 de março de 2016
- 1 2 Júnior, Caio Prado (1949). História econômica do Brasil. [S.l.]: Editôra Brasiliense. Consultado em 4 de fevereiro de 2026
- ↑ Edriano Abreu, Isabel Cristina Leite, Regiani Moutone Viviane Silva Gonzaga (2021). «Bernoulli 2a Série Ciências Humanas e Linguagem - Volume 1». Belo Horizonte: Editora DRP Ltda.
- ↑ TAUNAY, Affonso de E. História do café no Brasil. v. 6. tomo 4. Rio de Janeiro: Departamento Nacional do Café, 1939.
- 1 2 Marcos José Carrilho. As Fazendas de Café no Caminho Novo da Piedade. Dissertação (Mestrado) Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1994.
- 1 2 3 Sterman, Gabriel González. As finanças da cafeicultura escravista brasileira na era do tráfico ilegal, 1831 – 1850. São Paulo, 2025.
- 1 2 3 «Sede da Fazenda Resgate – Condephaat». Consultado em 23 de abril de 2021
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- 1 2 Moura, Carlos Eugênio Marcondes de. (Org.) Fazendas de café do Vale do Paraíba: o que os inventários revelam, 1817-1915. São Paulo: Condephaat, 2014.
- ↑ user1. «Fazenda Resgate». acasasenhorial.org. Consultado em 2 de março de 2026
- 1 2 3 4 5 Marco Aurélio dos Santos. Geografia da escravidão na crise do Império: Bananal, 1850-1888. Tese (Doutorado) - Programa de Pós-Graduação em História Social, Departamento de História, Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2014.
- ↑ Cultural, Instituto Itaú. «Villaronga». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 23 de abril de 2021
- 1 2 ZALUAR, Augusto-Emílio. Peregrinação pela Província de S.Paulo (1860-1861). São Paulo: Livraria Martins Editora, 1976. 237 p. ( Biblioteca histórica paulista, 2 )
- 1 2 3 «Página com relação dos escravos da fazenda Resgate do Livro Particular de Anotações de Manoel de Aguiar Vallim (1841-1871). Coleção particular. Família Almeida/Vallim. | Laboratório de História Oral e Imagem». www.labhoi.uff.br. Consultado em 23 de abril de 2021
- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 Marcos José Carrilho. As Fazendas de Café no Caminho Novo da Piedade. Dissertação (Mestrado) Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1994.
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- 1 2 3 Benincasa, Vladimir (2007). «Fazendas paulistas: arquitetura rural no ciclo cafeeiro» (PDF). Consultado em 4 de novembro de 2025
- ↑ Benincasa, Vladimir (2007). «Fazendas paulistas: arquitetura rural no ciclo cafeeiro» (PDF). Consultado em 4 de novembro de 2025
- ↑ Marcos José Carrilho. As Fazendas de Café no Caminho Novo da Piedade. Dissertação (Mestrado) Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1994.
- 1 2 Marina Morena Sperandeo Mamberti. PLANEJAMENTO REGIONAL DO TURISMO NO VALE DO PARAÍBA: ESTUDO DE CASO NA MICRO-REGIÃO DE BANANAL - SP. Dissertação (Mestrado - Organização do Espaço) Pós-Graduação em Geografia, Instituto de Geociências e Ciências Exatas, UNESP, Rio Claro/SP, 2006.
- 1 2 «Fazenda Resgate em Bananal é candidata a maravilha da região». 7 Maravilhas. 18 de agosto de 2016. Consultado em 23 de abril de 2021
- ↑ CARRILHO, Marcos Jose. As Fazendas de Café do Caminho Novo da Piedade. São Paulo: FAU-USP, 1994.
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- ↑ «Quer passear pelo interior? Conheça o circuito de fazendas históricas». Governo do Estado de São Paulo. 2 de dezembro de 2017. Consultado em 23 de abril de 2021
- ↑ user1. «Fazenda Resgate». acasasenhorial.org. Consultado em 23 de abril de 2021
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- ↑ Marquese, Rafael de Bivar (2010). «O Vale do Paraíba cafeeiro e o regime visual da segunda escravidão: o caso da fazenda Resgate». Anais do Museu Paulista: História e Cultura Material: 83–128. ISSN0101-4714. doi:10.1590/S0101-47142010000100004. Consultado em 10 de fevereiro de 2026
- ↑ Cultural, Instituto Itaú. «Pinturas Parietais do Salão de Jantar da Fazenda Resgate». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 23 de abril de 2021
- 1 2 «Chão Caipira». www.chaocaipira.org.br. Consultado em 23 de abril de 2021
