Festival Bananada | |
|---|---|
| Fundador(es) | Fabrício Nobre |
| Local(is) | Goiânia, Goiás, Brasil |
| Página oficial | https://www.instagram.com/festivalbananada/ |
Bananada é um festival de música brasileiro de pop rock que ocorre anualmente, desde 1999, em Goiânia, Goiás.[1][2] Foi criado pelo produtor cultural e vocalista da banda MQN (Make U Naked) Fabrício Nobre, que queria divulgar a sua banda e outras bandas do seu selo musical (Monstro Discos).[2]
O nome "Bananada" é uma homenagem divertida à tradicional culinária goiana (a Bananada de Goiás) e, ao mesmo tempo, uma ironia com o formato "festival", buscando subverter a seriedade dos grandes eventos.[3][4]
História e Significado Cultural
[editar | editar código]O Festival nasceu no contexto de uma cena musical goiana rica e autoral, mas ainda carente de grandes plataformas de visibilidade. Embora inicialmente focado em bandas de rock e indie do Centro-Oeste, o evento rapidamente ganhou notoriedade nacional ao promover um intercâmbio cultural inédito entre artistas de todas as regiões do país, sendo citado pela imprensa especializada como um "núcleo de resistência" em um estado tradicionalmente associado ao sertanejo.[5]
O Bananada evoluiu de um festival puramente rock and roll para um evento que celebra o transculturalismo, integrando em sua programação gêneros musicais diversos, como rap, funk, MPB, pop e eletrônica. Essa diversidade reforçou sua bandeira de existência e resistência cultural, social e política, oferecendo um espaço para artistas com discursos de representatividade e inclusão, como o rap feminino e artistas da cultura afro-brasileira.[6]
Em suas edições, o festival demonstrou sua capacidade de mesclar ícones da música brasileira com a vanguarda independente, apresentando em seus palcos nomes como Gilberto Gil, Caetano Veloso e Os Mutantes, ao lado de bandas de destaque da nova geração, como Boogarins (oriunda de Goiânia), BaianaSystem e Francisco, el Hombre. O evento também se expandiu além dos shows, incorporando outras atividades culturais, como gastronomia, feiras, workshops e exposições em diversos locais da cidade, como o Centro Cultural Oscar Niemeyer.[7]
Reconhecimento e Impacto
[editar | editar código]O Festival Bananada é amplamente reconhecido pela crítica especializada e pela imprensa nacional, como a revista Rolling Stone Brasil, como um dos mais importantes festivais da cena independente do país. A sua longevidade (mais de 20 anos) e sua relevância consolidaram Goiânia como um polo significativo para o rock e a música autoral.
O festival tem um impacto relevante para o cenário musical:
- Divulgação e Intercâmbio: Serve como vitrine para novos artistas, proporcionando a oportunidade de se apresentarem para públicos e produtores de todo o país.
- Diversidade e Representatividade: É notável por promover a inclusão de diferentes gêneros e discursos, destacando a força da música produzida em Goiás e promovendo o diálogo com a produção nacional.
- Plataforma de Crescimento: Várias bandas que hoje têm projeção nacional tiveram participações decisivas nas primeiras edições do Bananada.[8]
Edições
[editar | editar código]1ª Edição (1999)
[editar | editar código]A primeira edição do Festival Bananada foi realizada em 1999 em Goiânia, Goiás. O evento nasceu da necessidade de dar visibilidade às bandas da efervescente cena local, que se sentiam marginalizadas pelo cenário mainstream do rock nacional.[1]
A primeira edição foi totalmente underground e itinerante. As apresentações ocorreram em espaços reduzidos, como o Bar do Fabrício e outros locais alternativos e casas de shows de Goiânia. Essa característica inicial moldou o Bananada como um festival que valorizava a intimidade e a proximidade com o público.
O público era majoritariamente composto por músicos locais, amigos, e entusiastas do rock goiano, refletindo a natureza do-it-yourself (DIY) e a comunidade inicial do festival.
O line-up da edição inaugural foi quase que inteiramente composto por bandas do cenário de Goiânia, a maioria ligada ao selo Monstro Discos. A banda MQN (Make U Naked), do próprio fundador do festival, Fabrício Nobre, foi um dos principais nomes a se apresentar, simbolizando a base criativa do evento. A banda Prot(o) foi outro nome seminal da cena local, com uma sonoridade experimental e influências post-rock, ajudando a definir a identidade sonora do festival.
O palco inicial do Bananada revelou e celebrou bandas como Motherfish, Violins, Hang the Superstars, e outras que pavimentariam o caminho para o "Rock de Goiânia" ser reconhecido nacionalmente.
2ª Edição (2000)
[editar | editar código]O ano de 2000 marcou a segunda edição do festival, mantendo o foco em construir uma cena forte em Goiânia, mas já esboçando os primeiros passos em direção à projeção nacional. Essa edição manteve o caráter descentralizado e underground do ano de estreia. As apresentações ocorreram em locais alternativos e casas de shows de menor porte em Goiânia, como o extinto Teatro Goiânia. Esta foi a última edição a ocorrer dessa maneira, antes da mudança definitiva para o Martim Cererê.
O line-up continuou a ser dominado por bandas do rock goiano, a maioria ligada ao selo Monstro Discos. O destaque ficou por conta dos primeiros intercâmbios consistentes com a cena indie de São Paulo e de outras regiões. As bandas MQN, Prot(o), e Supersônicos foram presenças garantidas.
O festival começou a trazer artistas de peso de fora do rock mais tradicional, como a rapper paulistana Flora Matos (em início de carreira), já mostrando a vocação do Bananada para a diversidade de gêneros que se acentuaria nos anos posteriores.
O evento seguiu com o formato de showcases com foco em descobrir talentos. O público ainda era composto majoritariamente pela comunidade indie e universitária de Goiânia, mas já com a presença de músicos e produtores de outras capitais em busca de novidades.
3ª Edição (2001)
[editar | editar código]A edição de 2001 é considerada um divisor de águas, pois o festival encontrou o lar que o consagraria e permitiu sua expansão. O festival mudou-se para o Centro Cultural Martim Cererê, em Goiânia. Esta foi a primeira vez que o Bananada foi realizado neste complexo de teatros e espaços abertos, que se tornaria a sede do evento por mais de uma década. A mudança garantiu a estrutura necessária para receber um público maior e um line-up mais extenso.
O foco ainda estava na cena indie e underground brasileira, com grande ênfase nas bandas ligadas ao selo Monstro Discos e ao eixo Rio-São Paulo-Goiânia. MQN, Prot(o), Supersônicos, Hang the Superstars, Carbona, Low Tech All Stars, Irmãos Rocha, Mechanics e Bois de Gerião estavam entre os principais nomes.
O evento cresceu, passando a ser percebido não apenas como uma festa de amigos, mas como um festival de música sério. O público aumentou significativamente em relação aos dois primeiros anos, adaptando-se ao novo formato no Martim Cererê. A consolidação no Martim Cererê permitiu que o Bananada começasse a atrair a atenção da mídia especializada nacional, saindo do circuito estritamente goiano e preparando o terreno para a internacionalização no ano seguinte.[9]
4ª Edição (2002)
[editar | editar código]A edição de 2002 é histórica por ter sido o ano em que o festival deixou de ser um evento exclusivamente nacional e recebeu suas primeiras atrações estrangeiras. Foi realizado no Centro Cultural Martim Cererê.
Foi a primeira edição com bandas internacionais, que colocou o Bananada no mapa global dos festivais indie. As atrações estrangeiras vieram dos Estados Unidos.
5ª Edição (2003)
[editar | editar código]A quinta edição, realizada em 2003 no Centro Cultural Martim Cererê, demonstrou que o Bananada era uma plataforma aberta à diversidade de estilos, indo além do indie rock tradicional de Goiânia. Nessa edição o festival atraiu aproximadamente 3 mil pessoas ao longo de três noites.[10][11]
36 bandas se apresentaram, dentre elas Garotos Podres, lenda do punk rock nacional, BNegão, apresentando seu trabalho solo (hip-hop e funk com influências brasileiras) e Jorge Cabeleira e o Dia em que Todos Seremos Inúteis, representando a cena manguebit e pernambucana.[10] Além dessas atrações, apresentaram-se a banda MQN (GO), Namoska (GO), Móveis Coloniais de Acaju (DF), Pipodélica (SC), Forgotten Boys (SP), Flores Indecentes (GO), The Not Yet Famous Blues Band (GO), Trissônicos (GO), Prot(o), Pata de Elefante (RS), Multisofá (MG), Os Reaças (GO), Mechanics (GO), Hang the Superstars (GO), Garotos Podres (SP), Jess Saes (RJ) e outros[12]
6ª Edição (2004)
[editar | editar código]A edição de 2004 do festival foi realizada entre os dias 21 e 23 de maio. O festival mudou temporariamente do Centro Cultural Martim Cererê para o Jóquei Clube de Goiás, em Goiânia.[13][14]
O line-up de 2004 contou com a presença da banda de indie rock liderada por Evan Dando, a The Lemonheads. All Systems Go foi outra banda norte-americana que participou do festival. Outras bandas também se destacaram: Thee Butchers Orchestra (SP), MQN (GO), Wander Wildner (RS), Devotos (PE) e Edur Ebelp. O festival apresentou um total de 40 bandas, sendo 20 em cada palco ao longo dos três dias.[13]
7ª Edição (2005)
[editar | editar código]Em 2005, o festival manteve a as apresentações no Martim Cererê. O festival continuou a ser uma vitrine para a nova safra do indie e do hardcore nacional.
A atração principal foi a banda Ratos de Porão, um ícone do crossover thrash e hardcore punk brasileiro. O festival também incluiu bandas como Blind Pigs e Dead Fish.
8ª Edição (2006)
[editar | editar código]A edição de 2006, também realizado no Martim Cererê, entre os dias 19 e 21 de maio, marcou um momento em que o Bananada começou a mesclar o underground com nomes já bem estabelecidos e vanguardistas do pop rock brasileiro.
A programação destacou uma nova safra talentosa, incluindo The Rockfellers, Barfly, Señores, Pelúcias, Trissônicos, Lake, Iscariot, RPDC, Bang Bang Babies, Sangue Seco e Johnny Suxx n' the Fucking Boys.
O Bananada 2006 serviu de palco para o lançamento de novos discos de bandas conhecidas nacionalmente: Dead Rocks (SP), Mustang (RJ), Bois de Gerião (DF) e Pelebrói Não Sei (PR)
A programação trouxe bandas de diversas regiões, muitas delas estreando nos festivais da Monstro Discos, como Sangria (BA), Os Boonies (RN), The Feitos (RJ) e Porcas Borboletas (MG).
9ª Edição (2007)
[editar | editar código]A edição de 2007 do festival ocorreu entre os dias 18 e 20 de maio no Martim Cererê e ficou marcada por uma forte presença de hard rock, garage e pelo aprofundamento do intercâmbio com bandas internacionais e de diversas regiões do Brasil. O foco foi em bandas com sonoridade mais intensa e agressiva, sem perder a qualidade indie.
O festival trouxe a banda Born a Lion de Portugal, reforçando o intercâmbio com a cena lusófona. O Devotos (de Pernambuco) e o Graforréia Xilarmônica (do Rio Grande do Sul) foram os grandes nomes que representaram o punk rock e o rock clássico do Brasil.
O palco de domingo contou com o Daddy-O Grande & The Dead Rocks, um projeto que unia músicos dos EUA e de São Paulo.[15]
O line-up dessa edição teve diversas bandas, como Devotos (PE), Coletivo Rádio Cipó (PA), Super Hi-Fi (RJ), Valentina (GO), MQN (GO), Trissônicos (GO), Daddy-O Grande & The Dead Rocks (EUA e SP), Graforréia Xilarmônica (RS), Banzé (SP), 2fuzz (CE), Rockz (RJ), Mezatrio (AM) e muitas outras.[16]
10ª Edição (2008)
[editar | editar código]A edição de 10 anos do Bananada, realizada em 23 de maio de 2008, celebrou o crescimento com uma programação diversificada e pop. Como nas edições passadas, foi realizado no Centro Cultural Martim Cererê. [17]
O line-up celebrou o aniversário com a volta de bandas clássicas e a presença de novos hits, com a presença de Pato Fu, banda de pop rock alternativo de Minas Gerais, Móveis Coloniais de Acaju e Banda Tereza (do Rio de Janeiro). A cena local foi novamente bem representada por Black Drawing Chalks e Lêda Catunda.[18]
O evento de 2008 manteve o formato de workshops e oficinas, consolidando o Bananada não apenas como um festival de shows, mas como uma plataforma de educação e mercado para músicos independentes.
11ª Edição (2009)
[editar | editar código]A edição de 2009 manteve a força do festival no Martim Cererê, ocorreu entre os dias 22 e 24 de maio,
O Bananada 2009 manteve o formato de maratona de shows, com mais de 30 bandas se apresentando ao longo dos três dias, começando no final da tarde e avançando pela madrugada.
O grande nome desta edição foi o vocalista japonês Damo Suzuki, ex-integrante da banda alemã Can. Suzuki se apresentou no sábado (23 de maio) em um formato conhecido como Damo Suzuki's Network, onde ele se junta a músicos locais sem ensaios prévios para uma jam session totalmente improvisada, mantendo o espírito underground e experimental do festival.
A programação de 2009 foi notável por sua abrangência, trazendo bandas de 10 estados diferentes e do exterior, Rubinho Jacobina (Rio de Janeiro), Filomedusa (Rio Branco), Viana Moog (Porto Alegre), Black Drawing Chalks (Goiânia), Lenzi Brothers (Balneário Camburiú), MQN (Goiânia), Multiplex e Pop Armada (São Paulo), Mamelo Sound System (São Paulo), The RiverRaid (Recife) e outras.[19]
12ª Edição (2010)
[editar | editar código]A edição de 2010 do Festival Bananada, realizada entre os dias 19 e 23 de maio, manteve a estratégia de priorizar a circulação de bandas independentes e regionais.[20]
O festival utilizou múltiplos espaços em Goiânia, incluindo o Centro Cultural Martim Cererê, Bolshoi Pub, Metrópolis, Capim Pub e a Ambiente Skate Shop.[21]
A programação se dividiu em locais menores nos primeiros dias e culminou na maratona do final de semana no Martim Cererê.
O evento contou com cerca de 45 bandas, abrangendo quase todas as regiões do país. O line-up de 2010 teve inúmeras bandas, incluindo headliners como Violins e Black Drawing Chalks, além de Mechanics, Motherfish, Trivoltz, Demosonic. [22]
O festival manteve a tradição de trazer intercâmbio com a América Latina, apresentando a banda La Hell Gang de Santiago, Chile.
13ª Edição (2011)
[editar | editar código]A 13 edição do festival ocorreu no dia 28 de agosto de 2011, e teve como palco o icônico Centro Cultural Martim Cererê. Estiveram presentes mais de 700 pessoas no dia do evento.
O Bananada 2011 apresentou um line-up extenso, composto majoritariamente por bandas goianas. No total, foram 19 bandas que se apresentaram nos dois palcos do Martim Cererê. Entre as principais atrações esteve a banda Black Drawing Chalks, Banda Uó (grupo que misturava pop, tecnobrega e música eletrônica), Hellbenders e Dom Casamata.
14ª Edição (2012)
[editar | editar código]Diferente da edição de 2011, que se concentrou em um único dia, o Bananada 2012 aconteceu ao longo de nove dias, estendendo-se entre 28 de abril e 6 de maio. O evento foi realizado na FNAC, localizada no Shopping Flamboyant, com a apresentação da banda Gloom. O encerramento aconteceu no Centro Cultural UFG.
A diversidade de shows, que somaram cerca de 30 apresentações, cobriu uma ampla gama de gêneros e estilos. Grandes nomes da cena alternativa nacional e local se apresentaram, incluindo bandas como Dom Casamata e Red Boot.
A banda americana de indie rock White Denim foi o destaque internacional, apresentando-se no encerramento do festival.[23]
15ª Edição (2013)
[editar | editar código]O Bananada 2013 celebrou seu 15º aniversário com a promessa de ser a edição mais madura e audaciosa até então. O festival se transformou em uma intensa semana de cultura e música, patrocinado pelo Programa Petrobras Cultural e contando com a parceria da Consciente Construtora. O evento ocorreu ao longo de sete dias, de 13 a 19 de maio, em um formato que espalhou a programação pela cidade, mesclando grandes shows com atividades culturais, artísticas e gastronômicas.
O festival manteve o já consagrado formato de ingresso "Quanto Vale o Show?", no qual o público decidia o valor a pagar, com uma faixa sugerida entre 5 e 100 reais, reforçando a proposta de acessibilidade e valorização da cultura.
Contou com um intenso final de semana de shows no Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON), bares e casas noturnas icônicas de Goiânia, como Belisquê, Woodstock, Velvet #36, Vai Tomá no Kuka Bar, El Club, Loop Estúdio, Tribo, RockLab e Diablo Pub.
Com mais de 50 shows confirmados, a programação de 2013 foi um mix de tendências, estilos e gêneros, equilibrando o cenário nacional com grandes atrações internacionais.
A banda Mondo Generator (EUA), liderada por Nick Oliveri, ex-integrante das bandas Kyuss e Queens of the Stone Age, trouxe a força do stoner rock para o festival. Além disso, Brendan Benson (EUA), membro do grupo The Raconteurs, se apresentou em carreira solo, representando um dos grandes nomes do indie rock internacional.
O line-up incluiu bandas como MQN, Cambriana, Far From Alaska, Dry, Amp, Walverdes, Boogarins, Hellbenders, Camarones Orquestra Guitarrística, Black Drawing Chalks, Tulipa Ruiz, entre muitos outros.
Além dos shows, a edição de 15 anos se expandiu para outras áreas e série de ações:
- UnConvention Goiânia 2013: O evento trouxe de volta a bem-sucedida parceria para debates e mesas de discussão sobre o mercado da música, com temas como a profissionalização dos artistas, a descentralização da cultura e a exportação de música;
- Fábrica de Som: Um projeto que selecionou 10 bandas do festival para gravar no prestigiado estúdio RockLab, disponibilizando a compilação gratuitamente na internet;
- 1º Circuito Gastronômico de 'Goiânia Rock City': Intitulado "Como Macaco Gosta de Banana", este foi o primeiro circuito de gastronomia do festival, realizado em parceria com chefs locais em bares e restaurantes da cidade;
- Blackbook #2: A exposição de artes plásticas coletiva teve sua segunda edição, acontecendo na Ambiente Skate Shop e no Centro Cultural Oscar Niemeyer;
- Tecnologia e Parcerias: O festival lançou um aplicativo para iPhone com informações sobre as bandas e a localização dos eventos, e estabeleceu a MTV como a emissora oficial do evento, aumentando sua visibilidade nacional.[24]
16ª Edição (2014)
[editar | editar código]O festival ocorreu ao longo de sete dias, de 12 a 18 de maio de 2014, e se destacou pelo seu volume que contou com mais de 100 atrações no total e mais de 60 nomes musicais espalhando-se por diversos locais da capital goiana. Com o tema da diversidade, o festival expandiu seu escopo, apresentando uma programação massiva que uniu música, artes visuais, gastronomia e cultura urbana em Goiânia.[25]
O Bananada 2014 manteve sua característica mais democrática e acessível: o sistema "Quanto Vale o Show?", onde o público definia o valor que achava justo a pagar pelas apresentações, incentivando o contato direto entre artistas e audiência.
A curadoria da edição celebrou o intercâmbio cultural, trazendo artistas de diversos países como Canadá, Estados Unidos, França, Portugal e Austrália e de diferentes cenários brasileiros. O palco principal, no Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON), concentrou os grandes shows de sexta a domingo.
O ponto alto internacional foi a parceria com a Inker Agência Cultural para realizar a turnê oficial do lendário selo americano Sub Pop. Isso garantiu a presença de três grandes nomes da gravadora em Goiânia: Mudhoney (EUA), uma das bandas mais reconhecidas do cenário grunge e alternativa mundial; METZ (Canadá), trio canadense de noise rock, representante da nova geração do selo; The Obits (EUA), quarteto de Nova York, reforçando o rock independente. O festival trouxe outras atrações internacionais, como The Legendary Tigerman (Portugal), Papier Tigre (França), All People (EUA), e as australianas Jackson Firebird e The Medics.[26]
O festival foi um panorama da música independente brasileira, com ênfase no rock, pop e hip-hop. O rapper Emicida fez o show de encerramento, marcando a importância crescente do hip-hop no festival, com Rael completando o peso do rap nacional. Voltando de turnê internacional, a banda psicodélica de Goiânia, Boogarins, foi um dos nomes mais celebrados. O noneto de Brasília, Móveis Coloniais de Acaju (DF), encerrou a noite de sábado com seu show vibrante.
A programação contou com shows de Metá Metá, Os Mulheres Negras, Black Drawing Chalks, O Terno, Bidê ou Balde, Far From Alaska, Cérebro Eletrônico, Vespas Mandarinas, Krow, Hellbenders, entre muitos outros, abrangendo gêneros do rock ao rap, do indie ao samba, e do MPB ao eletrônico.[27] Além da música, o Bananada 2014 manteve e expandiu seus projetos complementares, celebrando a diversidade artística de Goiânia:
- 2º Circuito Gastronômico de Goiânia Rock City: Com curadoria da chef Emiliana Azambuja, o circuito envolveu cerca de 20 estabelecimentos (bares, restaurantes, cafés) que criaram cardápios especiais e se tornaram "esquentas" do festival, levando a atmosfera do Bananada para a gastronomia urbana;
- Artes Visuais (Blackbook Exposter e Bananada Exposter): Uma programação dedicada a pôsteres de eventos e artes visuais, com artistas como o coletivo Bicicleta Sem Freio, Mateus Dutra e Galvão Bertazzi, exposta no CCON e no Ateliê do Grão;
- Goiânia Crew Attack: O campeonato de skate interativo e dinâmico aconteceu no CCON, com a presença de skatistas internacionais como os americanos Mike Mo Capaldi, Brandon Biebel e David Loy, além dos brasileiros Rodrigo Petersen e Danilo Cerezini;
- SAPPI – Seminário Audiovisual de Produtores e Produtoras Independentes: Realizado no Instituto Rizzo, o seminário foi um espaço para discutir o mercado audiovisual brasileiro e as estratégias de produtoras independentes, com debates sobre TV, cinema e internet;
- Fábrica do Som: O projeto de produção continuou, reunindo 12 bandas selecionadas para gravarem no Estúdio RockLab.[28]
17ª Edição (2015)
[editar | editar código]O Festival Bananada 2015, realizado entre 11 e 17 de maio, marcou a 17ª edição do evento, consolidando seu formato ampliado e multidisciplinar.
A programação musical, com mais de 50 atrações, foi dividida entre o palco principal no Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON) e eventos menores em casas noturnas e centros culturais da cidade como o Centro Cultural UFG, El Club e Diablo Pub, na iniciativa "Bananada nas Casas e Esquentas".[29]
A edição contou com atrações de peso e consagradas. Caetano Veloso, grande nome da MPB, abriu a primeira noite do festival no Palácio da Música do CCON, apresentando seu show Abraçaço para uma plateia alternativa. J Mascis (EUA), lendário guitarrista do Dinosaur Jr., foi uma das principais atrações internacionais, reforçando o DNA rock alternativo do festival. A banda mineira Pato Fu se apresentou na sexta-feira, mostrando sua relevância no pop rock nacional e o rapper Criolo encerrou o evento no domingo, trazendo o peso do hip-hop nacional.[30][31]
A colaboração com o selo histórico Sub Pop Action trouxe a banda americana King Tuff para o line-up. A banda americana de rock psicodélico, Allah-Las, também se apresentou no CCON.[32]
Diversos artistas de destaque da cena independente e pop marcaram presença, como Boogarins (GO), Karol Conká, Tropkillaz e Bonde do Rolê, Scalene, Wannabe Jalva, Apanhador Só, Jaloo, Carne Doce, Hellbenders, Francisco, el Hombre, Lê Almeida, Terno Rei, entre outros.[30]
O Bananada 2015 consolidou o festival como um evento de artes integradas, indo muito além dos palcos musicais:
- 3º Circuito Gastronômico de Goiânia Rock City: O circuito continuou integrando bares e restaurantes da cidade, oferecendo cardápios especiais a preços acessíveis e transformando os locais em "esquentas" com DJ sets e shows;
- Artes Visuais (Blackbook): O projeto Blackbook, que reúne artistas e designers goianos em torno da cultura visual do festival e da cidade (incluindo o trio Bicicleta Sem Freio), realizou seu lançamento no Centro Cultural UFG;
- Goiânia Crew Attack: O campeonato de skate contou com uma pista de 2 mil m² no CCON, com novos obstáculos e arte de Mateus Dutra. A premiação em dinheiro atraiu skatistas renomados, como Thiago Lemos, Alex Carolino, Carlos Iqui e Bruno Aguero, mostrando a forte conexão do Bananada com a cultura urbana;
- The Flash Day Tattoo: Uma edição especial de tatuagem também fez parte dos eventos complementares, ampliando o leque cultural do festival.[33]
18ª Edição (2016)
[editar | editar código]A 18ª edição do festival aconteceu entre 9 e 15 de maio de 2016, com a programação principal concentrada no Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON) durante o final de semana. Com mais de 70 atrações musicais de diversos gêneros.
Jorge Ben Jor, considerado mestre da música popular brasileira, foi um dos headliners mais importantes da história do festival, trazendo a black music e o samba-rock para o palco principal. O retorno do grupo de rap rock Planet Hemp, liderado por Marcelo D2 e BNegão, foi um dos destaques de peso. O grupo pernambucano Mundo Livre S/A, precursor do manguebeat, adicionou a essência da música de vanguarda brasileira ao evento.
O festival manteve-se fiel à cena independente, dando grande visibilidade a artistas que estavam em ascensão, como Boogarins (GO), Liniker e Os Caramelows (SP).
O line-up contou com uma vastidão de gêneros e artistas de todo o Brasil, incluindo Hellbenders (GO), Carne Doce (GO), Apanhador Só (RS), Mahmed (RN), Aeromoças e Tenistas Russas (SP), Omulu (RJ), Planet Hemp, Aldo The Band, Frank Jorge, Felipe Cordeiro e muitos outros
Assim como nas edições anteriores, o Bananada 2016 não foi apenas um festival de música, mas um evento multidisciplinar que envolveu a cidade:
- Bananada nas Casas: Durante a semana, bares, casas de shows e centros culturais (como o Centro Cultural UFG) receberam a programação de shows menores e esquentas, espalhando o festival pela capital.
- Circuito Gastronômico: A iniciativa manteve a tradição de integrar a culinária goiana ao festival, com bares e restaurantes oferecendo pratos especiais e promovendo o lado cultural da "Goiânia Rock City".
- Fábrica de Som: O projeto de produção musical continuou a dar suporte técnico e visibilidade a artistas da cena local e nacional.
19ª Edição (2017)
[editar | editar código]A 19ª edição do evento se estendeu durante sete dias, entre 8 e 14 de maio de 2017, mantendo o formato de circuito cultural com uma programação vasta e multidisciplinar.[34]
A primeira parte da semana (segunda a quinta-feira) foi dedicada aos eventos em casas de shows e centros culturais menores, como Centro Cultural UFG, Teatro Goiânia e Clube Monstro, com programação de música, debates e mostras de arte. O ponto alto do evento foi o final de semana, de sexta a domingo, no Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON), onde se concentraram os grandes shows em dois palcos. Além disso, a Orquestra Filarmônica de Goiás foi uma das atrações dessa edição.[35]
A edição de 2017 foi aclamada por oferecer um panorama rico e representativo da diversidade musical brasileira da época, com ênfase no rock, rap, MPB e novos gêneros. Os Mutantes, grupo de rock psicodélico, um dos pilares da música brasileira, foi o headliner do sábado. A cantora paulistana Céu, reconhecida internacionalmente, foi um dos nomes de peso da MPB contemporânea. Mano Brown, dos Racionais MC's, fez uma apresentação histórica.[36]
Um dos pontos centrais da curadoria foi a valorização do talento feminino, com uma forte presença de cantoras, instrumentistas e rappers que estavam em ascensão, como Liniker e Os Caramelows, Karol Conká, Maria Gadú, Tulipa Ruiz, Salma Jô (Carne Doce), Luiza Lian e Bebé (GO).[37]
Destacaram-se as apresentações das banda brasileiras Carne Doce (GO), BaianaSystem (BA) e O Terno (SP). Nomes como Mac DeMarco (Canadá) e Flyte (Reino Unido) destacaram-se representando o indie rock internacional.[38]
20ª Edição (2018)
[editar | editar código]O Festival Bananada 2018 celebrou a marca histórica de 20 anos do evento, entre os dias 7 e 13 de maio com uma programação dividida em duas partes. A primeira parte da semana (segunda a quinta-feira) foi dedicada a shows, exposições e eventos em diversos espaços da cidade, como o Centro Cultural UFG, Teatro Goiânia, e casas noturnas, espalhando a energia do festival por Goiânia. De sexta a domingo, o evento se concentrou no Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON), palco principal dos grandes headliners.[39]
O line-up de 2018 foi montado para refletir a história e a diversidade do festival, com mais de 100 atrações, marcada pela presença de figuras monumentais da música nacional, dentre elas Gilberto Gil, grande nome da MPB, um dos artistas mais influentes do país, o headliner de maior destaque; Mano Brown dos Racionais MC's; Tom Zé, icônico artista tropicalista; Tulipa Ruiz, Leci Brandão e Céu, fortes presenças femininas que representaram a diversidade da MPB e do samba.[40]
As atrações BaianaSystem (BA), Boogarins (GO), Carne Doce (GO), Drik Barbosa, Rico Dalasam, Don L, Rincon Sapiência, Baco Exu do Blues, Liniker e Os Caramelows, Hellbenders, Francisco, el Hombre, e muitos outros também fizeram parte do line-up da edição. A edição contou com destaques internacionais, como Black Lips (EUA), Mahal (Suécia), Hinds (Espanha) e Slow J (Portugal).[41]
Nessa edição os organizadores ofereceram a experiência do Circuito Gastronômico, Bananada Ateliê e Bananada Skate.[42]
21ª Edição (2019)
[editar | editar código]A 21ª edição do festival foi realizada durante sete dias, entre 12 e 18 de agosto de 2019. O ponto alto do evento se concentrou no Passeio das Águas Shopping, onde foi montada a arena principal para os shows de maior público durante o final de semana.[43]
A edição contou com mais de 100 atrações, sendo cerca de 70 shows musicais, equilibrando nomes icônicos com a vanguarda musical. João Donato, considerado o mestre do jazz, bossa nova e do samba-jazz foi um dos nomes mais prestigiados, celebrando seu legado na MPB. A cantora e compositora Tulipa Ruiz, já aclamada pela crítica, foi outra forte presença feminina na programação.[43]
O hip-hop e o pop contemporâneo estiveram na line-up do evento, com a participação de Criolo, Pitty, Black Alien, Baco Exu do Blues e Duda Beat.[44]
Como nas outras edições, a Bananada 2019 manteve o intercâmbio com a cena internacional, com shows da banda Whitney (EUA), Frankie Cosmos (EUA) e o trio Khruangbin (EUA).
O line-up incluiu uma vasta gama de artistas, como Luedji Luna, Carne Doce, Boogarins, Rincon Sapiência, Filipe Catto, Teto Preto, Linn da Quebrada, Devon (Projeto da banda Boogarins), ÀTTØØXXÁ, Ventre, Liniker e Os Caramelows e Graveola.[45]
O festival manteve e expandiu seus projetos integrados, reforçando o caráter cultural e urbano, com o Bananada Skate, Circuito Gastronômico, exposições e mesas de discussão sobre o mercado musical e a produção cultural.[46]
Edição de 2020 (cancelada)
[editar | editar código]A edição do festival programada para 2020, que celebraria sua 22ª edição em Goiânia, foi cancelada devido aos impactos da pandemia de COVID-19. Pela primeira vez em mais de duas décadas, o evento não aconteceu, interrompendo sua sequência histórica.[47][48]
Edição de 2021 - Bananada BR
[editar | editar código]Após a interrupção presencial em 2020 devido à pandemia de COVID-19, o Festival Bananada retornou em 2021 em um formato totalmente inédito e digital: o Bananada BR. A edição online foi uma forma de manter o festival ativo e continuar a promover a diversidade da música brasileira, adaptando-se às restrições sanitárias.[49]
O Bananada BR ocorreu nos dias 10 e 11 de dezembro de 2021 e foi transmitido gratuitamente pela internet, através do canal do festival no YouTube, garantindo a gravação de 30 shows inéditos de artistas brasileiros. As apresentações foram pré-gravadas em três estúdios parceiros localizados em Goiânia, São Paulo e Rio de Janeiro, garantindo qualidade e diversidade de cenários.
A edição priorizou a diversidade de gêneros e a inclusão de artistas de diferentes regiões e estilos, como a cantora paulistana Juçara Marçal, o rapper do Rio de Janeiro Black Alien e o cantor e compositor paraibano Chico César.[50]
A programação incluiu diversos nomes que representam a vanguarda e a pluralidade musical do país, abrangendo rap, MPB, pop e rock: Karol Conká, Karina Buhr, Linn da Quebrada, Marcelo Jeneci, Filipe Catto, Ebony, Letrux, Tássia Reis, Boogarins, Carne Doce e Black Pantera.[51]
Edição de 2022
[editar | editar código]O Festival Bananada retomou o formato de circuito cultural estendido, entre os dias 9 a 15 de maio de 2022. O evento foi dividido entre shows em casas noturnas e centros culturais da cidade durante a semana (o tradicional "Bananada nas Casas") e uma programação massiva nos palcos principais no final de semana, no Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON).
O festival garantiu a presença de artistas de enorme relevância e popularidade no cenário nacional, como o rapper mineiro Djonga, Marina Sena, Pitty e Emicida. Além desses, contou com a participação do trio Gilsons, BaianaSystem, Liniker, Carne Doce, Boogarins, Tasha & Tracie, Black Pantera, Francisco, el Hombre, e diversos outros artistas de rap, pop, rock e eletrônico.
Edição de 2023
[editar | editar código]O festival de 2023 seguiu o modelo consagrado, dividindo a programação em duas fases principais. Durante a primeira parte da semana, o festival se espalhou por casas de shows, teatros e centros culturais de Goiânia, oferecendo uma experiência mais próxima e íntima com shows, exposições e eventos paralelos. Os principais headliners e a maioria dos shows de grande público aconteceram no Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON), palco central do festival nos dias de final de semana.
Lista de Edições e Atrações Notáveis
[editar | editar código]| Ano | Local Principal | Atrações de Destaque | Notas e Público |
|---|---|---|---|
| 1999 | Bar do Fabrício / Locais de Rock | MQN, e bandas da cena local | Edição de estreia, organizada para divulgar o selo musical do fundador, Fabrício Nobre. |
| 2000 | Locais alternativos de Goiânia | Bandas locais e primeiros intercâmbios (como Prot(o) e Supersônicos) | Seguiu o formato inicial de showcases; precursor do modelo expandido a partir de 2001. |
| 2001 | Martim Cererê | Prot(o), Supersônicos, Hang the Superstars, Carbona, Low Tech All Stars, Irmãos Rocha, Mechanics, Cuba Drinker & The Hi-Fi’s, Bois de Gerião, MQN. | Primeira edição no Centro Cultural Martim Cererê, consolidando o festival no calendário. |
| 2002 | Centro Cultural Martim Cererê | Trans Am (EUA), Man or Astroman? (EUA), Relespública, Vícios da Era. | Primeira edição com bandas internacionais, consolidando o festival no calendário nacional. |
| 2013 | Centro Cultural Oscar Niemeyer e outros | Mondo Generator (EUA), Black Drawing Chalks, Tulipa Ruiz, Wry. | Edição que marcou o início da expansão para o Centro Cultural Oscar Niemeyer. |
| 2015 | Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON) e outros | Caetano Veloso, Pato Fu, Criolo, Karol Conká, Bonde do Rolê, Boogarins. | Edição que consolidou o caráter multicultural, incluindo skate, arte e gastronomia. |
| 2017 | Centro Cultural Oscar Niemeyer e outros | Mano Brown, Os Mutantes, BaianaSystem, Céu, Maria Gadú. | Última grande edição realizada no CCON. |
| 2018 | Arena Bananada (Passeio das Águas Shopping) e outros | Gilberto Gil (show Refavela 40), Pabllo Vittar, Emicida, Lee Ranaldo (EUA), Rincon Sapiência. | Edição de 20 anos. Apresentou um dos line-ups mais diversos e representativos.[52] |
| 2019 | Goiânia (Locais diversos) | Pitty, Criolo, Tulipa Ruiz & João Donato, Baco Exu do Blues, Black Alien. | Destaque para novos projetos e forte presença de artistas femininas. |
| 2020 | Cancelado | N/A | Edição cancelada devido à pandemia de COVID-19. |
| 2021 | Formato Online (Bananada BR) | Tulipa Ruiz, Felipe Cordeiro, Victor Xamã, Juçara Marçal, Tuyo. | Projeto audiovisual para manter o intercâmbio musical durante as restrições sanitárias. |
| 2022 | Centro Cultural Oscar Niemeyer e outros | Marisa Monte, Urias, Emicida, Gilsons, Black Alien. | Retorno ao formato presencial. |
| 2023 | Centro Cultural Oscar Niemeyer e outros | Pitty, Marina Sena, Letrux, Falcão (com Mestre Ambrósio), BaianaSystem. | Manteve a diversidade de gêneros e o protagonismo de artistas femininas. |
Referências
[editar | editar código]- 1 2 «Conheça o Festival Bananada, que há 20 anos leva a música alternativa à terra do sertanejo». gshow. 16 de dezembro de 2019. Consultado em 30 de outubro de 2024
- 1 2 «Por que você precisa conhecer o Festival Bananada». Red Bull. 29 de julho de 2019. Consultado em 30 de outubro de 2024
- ↑ https://opopular.com.br/magazine/fundador-do-bananada-relembra-a-trajetoria-do-festival-1.2185244
- ↑ «Festival Bananada: às portas de seus 20 anos - O Hoje». 25 de abril de 2018. Consultado em 10 de novembro de 2025
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- ↑ Ernani, Felipe (13 de maio de 2019). «Festival Bananada anuncia line-up completo da edição 2019». TMDQA!. Consultado em 21 de outubro de 2025
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- 1 2 «(Em 23/05/2003) Resenha - Bananada 2003 (Martim Cererê, Goiânia, 23/05/2003)». Whiplash.Net Rock e Heavy Metal. Consultado em 10 de novembro de 2025
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