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Axel Foley é um João Grilo dos EUA: sempre se sai bem com uma mentira na ponta da língua. Infelizmente essa continuação conta com um roteiro bem fraco e com vários absurdos, como a ideia de ladrões enviando cartas para a polícia ou o protagonista usando sempre a mesma roupa do primeiro filme (como se fosse um uniforme). Além disso o ritmo é mais irregular que no primeiro e a ação demora mais a deslanchar.
O primeiro ato do filme, que mostra o desaparecimento do garoto Tommy é muito bem construído, culminando na cena do pai desesperado e sendo tragado pela densa floresta. Mas logo o filme pula dez anos no tempo e o roteiro do medíocre Rospo Pallenberg (cujo único trabalho notável foi Excalibur, também dirigido por John Boorman) começa a se concentrar mais na aventura que no drama. Sim, há todo um subtexto sobre o choque cultural, a interferência da "civilização" nas comunidades silvículas e a devastação da floresta mas os conceitos nunca são desenvolvidos com profundidade. Por outro lado as locações foram muito bem escolhidas: a floresta é bem fotografada, tornando-se sufocante e perigosa.
Um projeto certo mas que caiu em mãos erradas: o roteiro de Rita Buzzar (também produtora) exagera no melodrama e diálogos óbvios. Camila Morgado faz uma personagem fechada demais para atrair a simpatia do espectador mas ela entrega alguns bons momentos perto do final. Já Caco Ciocler não convence como Prestes: em nenhum momento ele parece ser um homem capaz de liderar uma revolução. O roteiro também não favorece em nada o restante do elenco (nem a gigante Fernanda Montenegro faz algo além do básico). Além disso a direção de Jayme Monjardim aposta basicamente em closes e em uma fotografia com baixa profundidade de campo. Assim tamos quase sempre os rostos dos atores falando e o fundo desfocado. No fim Olga acaba parecendo uma telenovela de duas horas e vinte minutos.
Oi Felipp, tudo certinho?
Nenhum grupo.