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Cortisol | |
Nome IUPAC (sistemática) | |
| 11,17,21-trihydroxy-,(11beta)- pregn-4-ene-3,20-dione | |
Identificadores | |
| 50-23-7 | |
| H02AB09 (and others) | |
| 5754 | |
Informação química | |
| C21H30O5 | |
| 362,465 | |
Farmacocinética | |
Considerações terapêuticas | |
| Oral, intravenosa, tópica | |
Cortisol é um hormônio esteroide da classe dos glicocorticoides e um hormônio do estresse. Quando usado como medicamento, é conhecido como hidrocortisona.
O cortisol é produzido em muitos animais, principalmente pela zona fasciculada do córtex adrenal em uma glândula adrenal.[1] Em outros tecidos, é produzido em quantidades menores.[2] Por meio de um ciclo diurno, o cortisol é liberado e aumenta em resposta ao estresse e à baixa concentração de glicose no sangue.[1] Ele atua aumentando o açúcar no sangue por meio da gliconeogênese, suprimindo o sistema imunológico e auxiliando no metabolismo energético.[3] Também diminui a formação óssea.[4] Essas funções mencionadas são realizadas pela ligação do cortisol aos receptores de glicocorticoides ou mineralocorticoides dentro de uma célula, que então se ligam ao DNA para afetar a expressão gênica.[1][5]
Síntese e liberação
[editar | editar código]O cortisol é produzido no corpo humano pela zona fasciculada da glândula adrenal, a segunda das três camadas que compõem o córtex adrenal.[1] Este córtex forma a "casca" externa de cada glândula adrenal, situada acima dos rins. A liberação de cortisol é controlada pelo hipotálamo do cérebro. A secreção do hormônio liberador de corticotrofina pelo hipotálamo desencadeia que as células da hipófise anterior, adjacente à adrenal, secretem o hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) no sistema vascular, através do qual o sangue o transporta até o córtex adrenal.[1] O ACTH estimula a síntese de cortisol e outros glicocorticoides, do mineralocorticoide aldosterona e da deidroepiandrosterona.[1]
A secreção de cortisol se dá a partir de um estímulo estressante (atividade física ou contusão em alguma parte do corpo), que transmite impulsos nervosos ao hipotálamo. Este, por sua vez, libera o fator liberador de corticotropina (CTH), que chega a hipófise, cujas células secretam hormônio adrenocorticotrópico (ACTH) que flui pelo sangue até o córtex supra-renal onde será produzido o cortisol.[6]
Funções no metabolismo
[editar | editar código]O hormônio cortisol é conhecido pela sua função catabólica, no equilíbrio eletrolítico e no metabolismo de carboidratos, proteínas e lipídeos, além de possuir um potente efeito anti-inflamatório.[6]
A atuação do cortisol no organismo é antagônica à insulina, por conseguinte sendo análoga à do glucagon.
O cortisol é essencial à vida. Por muito que se faça terapeuticamente, substituindo as suas funções, a sobrevida humana após adrenalectomia é breve e tem três destinos após a celagem rins e esôfago.
O cortisol tem um claro domínio, em relação à corticosterona, na sua acção glicocorticoide, intervindo de forma marcada em quase todos os aspectos do metabolismo com um efeito global catabólico, ou antianabólico.
Não obstante, a sua acção é muitas vezes descrita como permissiva porque actua principalmente, permitindo que os processos ocorram e não iniciando-os, por exemplo, amplifica o efeito de outras hormonas em processos que não afecta substancialmente, de forma directa e isoladamente. Por exemplo, em vários passos enzimáticos aumenta os efeitos ou interactua sinergisticamente com a glicagina.
Alguns dos efeitos do cortisol, como a inibição da secreção de ACTH, são rápidos, manifestando-se em poucos minutos; mas a generalidade dos seus efeitos precisa de horas ou dias.
A acção mais importante é facilitar a conversão das proteínas em glicogénio; o cortisol acentua a degradação e inibe a síntese proteica, mobiliza sobretudo proteínas musculares, disponibilizando aminoácidos para a gliconeogénese. Exceptuando os aminoácidos que participam na neoglicogénese, como a alanina, aumentam os níveis plasmáticos de aminoácidos.
Várias enzimas da gliconeogénese são induzidas, sendo também activados mecanismos de depuração de derivados nitrogenados libertados dos aminoácidos.
Este tipo de resposta, numa intensidade normal, tem benefícios fisiológicos, mas os excessos prolongados de glicocorticoides acabam por depauperar as reservas proteicas corporais, particularmente no músculo, osso e conjuntivo. O efeito é independente do nível de ingestão alimentar, porque os processos de síntese estão inibidos.
Os glicocorticoides são fulcrais para a sobrevivência do ser humano em períodos de jejum e fome; sem eles não seria mobilizada a reserva lipídica e proteica. Contudo, nestes períodos, a sua secreção sofre aumentos muito ligeiros e a exposição a níveis normais consegue mobilizar a reserva aminoacídica.
Um papel semelhante é desempenhado na protecção contra as hipoglicemias associadas à insulina. Se as acções da glicagina e adrenalina são responsáveis primários pela recuperação dos níveis de glicemia, o cortisol, cria grandes reservas de aminoácidos, e, na fase final de recuperação da hipoglicemia, é responsável pela diminuição do consumo de glicose e aumento da sua produção. Adicionalmente, o cortisol também estimula a libertação de glicagina e, quando em concentração considerável, eleva os níveis plasmáticos de glicose, antagonizando as acções da insulina, por oposição de vias intracelulares.
Apesar de ter uma acção lipolítica fraca isoladamente, o cortisol é essencial para que a adrenalina, a hormona de crescimento e peptídeos lipolíticos provoquem uma estimulação máxima da lipólise. Esta acção é complementar à exercida no metabolismo proteico, na resposta ao jejum. Contudo, a acção no metabolismo lipídico é bem mais complexa, porque também aumenta o apetite e a ingestão calórica, é estimulada a lipogénese e a diferenciação de adipócitos em zonas corporais particulares (Adiposidade central, com distribuição da massa gorda pelo abdómen, tronco e face - aspecto Cushingóide - nos hipercortisolismos).
Então, o cortisol é hiperglicemiante e aumenta a resistência à acção da insulina (é diabetogénico), mas os efeitos hiperglicemiantes, lipolíticos e cetogénicos só são manifestos quando a sua secreção está aumentada, por situações de stress marcado e prolongado. Nestas situações, tem também marcadas acções catabólicas com depauperação da massa muscular.
Fatores que afetam a concentração de cortisol no sangue
[editar | editar código]- Horário: A concentração de cortisol se altera durante as horas do dia, apresentando seu pico pelas primeiras horas da manhã. Logo ao despertar seus níveis vão declinando progressivamente ao longo do dia, ficando bastante baixos durante a noite.[6]
- Exercício físico: As concentrações de cortisol também aumentam durante o exercício, de maneira a aumentar o metabolismo proteico, liberando aminoácidos para serem utilizados pelo fígado no processo da gliconeogênese. Esse aumento do cortisol ocorre por estímulo do eixo hipotálamo-pituitária-adrenal (HPA).[7]
Ver também
[editar | editar código]Referências
- 1 2 3 4 5 6 Lightman SL, Birnie MT, Conway-Campbell BL (junho de 2020). «Dynamics of ACTH and Cortisol Secretion and Implications for Disease». Endocrine Reviews. 41 (3). PMC7240781👁 Acessível livremente
. PMID32060528. doi:10.1210/endrev/bnaa002 - ↑ Taves MD, Gomez-Sanchez CE, Soma KK (julho de 2011). «Extra-adrenal glucocorticoids and mineralocorticoids: evidence for local synthesis, regulation, and function». American Journal of Physiology. Endocrinology and Metabolism. 301 (1): E11-24. PMC3275156👁 Acessível livremente
. PMID21540450. doi:10.1152/ajpendo.00100.2011 - ↑ Hoehn K, Marieb EN (2010). Human Anatomy & Physiology. San Francisco: Benjamin Cummings. ISBN978-0-321-60261-9
- ↑ Chyun YS, Kream BE, Raisz LG (fevereiro de 1984). «Cortisol decreases bone formation by inhibiting periosteal cell proliferation». Endocrinology. 114 (2): 477–80. PMID6690287. doi:10.1210/endo-114-2-477
- ↑ DeRijk RH, Schaaf M, de Kloet ER (junho de 2002). «Glucocorticoid receptor variants: clinical implications». The Journal of Steroid Biochemistry and Molecular Biology. 81 (2): 103–122. PMID12137800. doi:10.1016/S0960-0760(02)00062-6
- 1 2 3 Araújo, Marcelo Rangel de (junho de 2008). «A influência do treinamento de força e do treinamento aeróbio sobre as concentrações hormonais de testosterona e cortisol». Motricidade (2): 67–75. ISSN1646-107X. Consultado em 30 de janeiro de 2021
- ↑ Bueno, Juliano Ribeiro (10 de setembro de 2011). «Cortisol e exercício: efeitos, secreção e metabolismo». Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício (3): 178–180. ISSN2675-1372. doi:10.33233/rbfe.v10i3.3443. Consultado em 30 de janeiro de 2021
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