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No islamismo o termo sahaba (ou asahaaba; em árabe: الصحابه) refere-se aos muçulmanos que estiveram na presença física do profeta islâmico Maomé.[1] A forma singular da palavra é sahaabi, e significa "amigo", "companheiro".
As duas grandes denominações islâmicas, isto é, os sunitas e os xiitas, têm visões diferentes do papel dos testemunhos dos asahaba, além de utilizarem hádices distintas para compreendê-los.[1]
Não correspondem à figura do santo no catolicismo, embora em torno de alguns deles se tenha formado um verdadeiro culto popular, que é contestado por algumas correntes muçulmanas que o consideram como uma forma de idolatria. Também não devem ser vistos com equivalentes ao apóstolos de Jesus, visto que o profeta Maomé não concedeu a um número restrito de pessoas um estatuto especial. Em termos numéricos mais de cem pessoas são consideradas como integrantes dos sahaba.
Fazem parte dos sahaba:
- um grupo de dez companheiros mais próximos de Maomé, no qual se incluem os quatro primeiros califas (Abacar, Omar, Otomão e Ali);
- os muhajirun, ou seja, aqueles que deixaram Meca para se instalarem em Medina num movimento migratório conhecido como a Hégira;
- Os ançares, os crentes de Medina;
- Os badriyun, os que lutaram na Batalha de Badre.
Referências
- 1 2 Wolff, Anita (ed.). Britannica Concise Encyclopedia. [S.l.]: Encyclopaedia Britannica, Inc. p.441. ISBN9780852299647
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